...e tua porta chamou-me para adentrar-te.
Entrei devagar.
Não empurrei a porta.
Não espalhei as folhas grossas do teu livro.
Não falei nenhuma palavra, apenas despertei o teu sorriso.
Brinquei com tuas maçãs.
Saboriei as tuas romãs.
Com as cordas do teu coração, cantei nossa canção.
Sobrei em tuas curvas.
Beijei a tua pele nua.
Entrei no teu abrigo: fruta que desgusto como quem sonha e não quer acordar.
...e tua porta chamou-me para adentrar-te.
Entrei.
Sorri.
Gostei.
...e de tanto passear em ti: amei.
...na brincadeira das palavras escondidas: joguei.
Em tua praça recheada de árvores: sentei.
Entrei tuas pernas fugaz minha sede saciei.
...e no teu corpo, a noite toda, morei.
Khidel Del`Voar